domingo, 19 de outubro de 2014

Abertura

Fundações de uma das entradas para o períbolo do antigo templo de Poseidon em Kalaureia, ilha na costa do Peloponeso. (Extraída de http://migre.me/mm4sk).

A ideia deste blog é compartilhar alguns dos meus textos acadêmicos e anunciar a quem interessar possa os temas, datas, locais e (muito mais raramente) custos de minhas palestras, aulas, minicursos e cursos. Também pretendo compartilhar aqui as fotos de algumas destas experiências de ensino-aprendizado, novas e antigas, assim como os materiais de apoio (textos, slides, vídeos) que usei e que pretendo vir a usar nestes empreendimentos.

O períbolo é área livre entre um edifício e o muro que o circunda (do grego "períbolos", "mármore em volta"). Na antiguidade greco-romana, tratava-se de um espaço arborizado que circundava os templos dos deuses olímpicos, contendo fontes, imagens e estátuas votivas. Assim sendo, era parte do terreno sagrado, também pertecente ao deus do templo, mas de forma menos consistente do que o interior do santuário; de fato, constituia uma zona fronteiriça entre o dentro-sacro e o fora-profano, pela qual transitavam devotos, sacerdotes, filósofos, oradores, comerciantes e todo tipo de gente que estava na cidade por um motivo ou outro. As frutas do pomar do períbolo legalmente pertencia aos administradores do templo, mas era tradição corrente compartilhá-las com os estrangeiros que a ele se achegassem. Costumes antigos garantiam que ninguém poderia ser ferido no interior do períbolo e, no tempo dos imperadores Teodósio e Valentiniano, quando considerável parte dos templos clássicos já havia sido convertida em igrejas cristãs, o períbolo passou a ser considerado o início do território de asílio inviolável a todos os que nele se refugiavam.

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