sábado, 24 de março de 2018

Artigo publicado na Revista Coletânea: O paquiderme axumita: esboço de um contexto político para a Sura 105 do Corão


O artigo que compartilho hoje foi publicado na edição de julho a dezembro de 2015 (v. 14, n. 28) da Coletânea, revista acadêmica da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, mas só há poucos dias dei-me conta de que ele havia sido, afinal, disponibilizado online pelo periódico. Uma primeira versão desse texto foi apresentada no Simpósio Temático Religião, política e narrativas, que tive a alegria de coordenar, realizado no âmbito da 2ª Semana de História da Universidade Veiga de Almeida (Campus Tijuca, Rio de Janeiro/RJ). O paper é uma tentativa sucinta de abordar uma ou outra questão com a qual me deparei na pesquisa do doutorado, mas que, infelizmente, não terão lugar no corpo da tese em si. Espero que sua leitura seja tão interessante quanto foi divertido escrevê-lo e apresentá-lo de viva voz.

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Título: O paquiderme axumita: esboço de um contexto político para a Sura 105 do Corão

Resumo: O Corão, texto sagrado do Islã, parece desconfortavelmente hermético para os seus leitores ocidentais, de modo que a interpretação de sua narrativa continua dependente, por um lado, das leituras devotas dos muçulmanos ou, por outro, das abordagens demasiado interessadas dos orientalistas. Passando por alto as considerações de ordem teológica a respeito de sua formação e difusão, não se pode deixar de considerar que se trata da mais relevante das fontes documentais para se compreender o surgimento e o período formativo da terceira das religiões abraâmicas. Uma abordagem histórico-crítica adequadamente respeitosa de suas partes, portanto, faz-se necessária àqueles interessados no período e espaço sociocultural do qual ele dá notícias. O que se pretende fazer no presente trabalho é justamente uma incursão experimental neste sentido, focada na Sura 105, conhecida como sendo d’O elefante. Não se quer interpretar o texto por meio do texto, em perspectiva meramente exegética, em última análise estéril aos historiadores e críticos culturais, mas, partindo de alguns elementos localizáveis, direta ou indiretamente, neste fragmento, fazer referência ao intrincado contexto geopolítico da Península Arábica de fim do século VI/início do século VII d.C., horizonte de referência necessário para se entender o conteúdo específico da pregação de Muḥammad e o desenvolvimento inicial do Islã.

Formato: impresso e online (disponível em https://tinyurl.com/yd5q2klx)

Investimento: acesso aberto

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