quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Artigo publicado na Revista Círculo de Giz: Aryara contra os Filhos da Noite: fantasia e ciência em um conto de Robert E. Howard


O ano de 2015, o meu primeiro como doutorando, foi também um dos mais estranhos de minha vida pessoal, ainda que não tão apocalíptico quanto 2007, 2012 ou 2016. Mesmo assim, durante o correr dele, fiz algumas coisas interessantes. Uma delas foi a tentativa de, com um par de então bons amigos, dar início a uma revista independente e multidisciplinar de artes e humanidades, a Círculo de Giz. Questões de (falta de) saúde física e (principalmente) mental e divergências sérias no âmbito do conselho editorial do periódico, tanto ideológicas quanto mais estritamente referentes ao que pretendíamos fazer com uma iniciativa dessas, e como deveríamos conduzi-la, levaram a que, pouco depois da publicação do primeiro número da revista, eu me afastasse de modo decisivo dela e dos projetos então a ela associados. Nesse primeiro número da Círculo de Giz, na qual tivemos a alegria de contar com bons textos, contudo, pude publicar um artigo de minha autoria sobre um conto de Robert E. Howard do qual gosto em particular. Não se trata de um trabalho sistemático, mas de um ensaio, que inicialmente havia sido submetido (e rejeitado) a um evento de história das ciências no meado do ano anterior, 2014. Lendo-o quase três anos após sua redação e dois anos depois de que veio à público em uma restrita versão impressa, continuo achando-o divertido, de modo que gostaria de dividi-lo com eventuais leitores interessados. A qualidade da cópia escaneada não ficou muito boa, mas espero que esteja minimamente legível.

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Título: Aryara contra os Filhos da Noite: fantasia e ciência em um conto de Robert E. Howard

Resumo: O objetivo do presente trabalho é apontar como na narrativa de Os Filhos da Noite, de Robert E. Howard, publicada originalmente em 1931 pela revista Weird Tales e marcada pela regressão e/ou alucinação, imbricam-se temas da literatura fantástica e da discussão antropológica do começo do século XX.

Formato: impresso e online (disponível em https://tinyurl.com/yb6kaylq)

Investimento: acesso aberto

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Artigo publicado na Revista Transversos: Ritos de humilhação: al-Qasim ibn Ubaydallâh e os cristãos coptas (734-741)


Foi publicado um artigo de minha autoria na edição do segundo quadrimestre de 2017 da Transversos, publicação do Laboratório de Estudos das Diferenças e Desigualdades Sociais (LEDDES), vinculado ao Departamento de História e ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGH/UERJ). A Transversos é publicada online desde o primeiro semestre de 2014, e apresenta agora um interessante dossiê com o mote Vulnerabilidades: pluralidade e cidadania cultural. Meu paper, publicado na seção de textos de tema livre, trata da história e da memória dos cristãos coptas a respeito do governo do emir al-Qasim ibn Ubaydallâh (734-741 AD/101-119 AH), e é um produto de minha pesquisa de doutorado, um apêndice do projeto de pesquisa Os dois primeiros séculos de interações cristão-muçulmanas na História do Patriarcado Copta de Alexandria de Severo de Hermópolis, no qual venho trabalhando, na condição de aluno do mesmo PPGH/UERJ, desde o início desde 2015.

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Título: Ritos de humilhação: al-Qasim ibn Ubaydallâh e os cristãos coptas (734-741)

Resumo: De 734 a 741 AD, al-Qasim ibn Ubaydallâh governou o Egito, então uma parte do califado omíada. Durante este período, manteve uma política ao mesmo tempo de proximidade e de agressividade para com os cristãos coptas, caracterizada pela execução daquilo que bem poderiam ser chamados de ritos de humilhação destes. Esse governo e esse relacionamento foram registrados principalmente na História do Patriarcado Copta de Alexandria, crônica oficial desta comunidade religiosa, o que possui importantes consequências cognitivas. Este artigo objetiva retomar a narrativa desta interação de forma analítica, chamando atenção para alguns dos contextos sociopolíticos e religiosos e dos clichês literários e teológicos que nela se fazem presentes.

Formato: online (disponível em https://tinyurl.com/n8ppbu5)

Investimento: acesso aberto

terça-feira, 21 de março de 2017

Comunicação no 5º Encontro Nacional de Estudos Egiptológicos Ciro Flamarion Cardoso: Como um grão de mostarda: significados e antecedentes históricos do milagre da montanha de Muqattam (975)


O Grupo de Estudos Kemet (GEKemet) é responsável pela coordenação dos estudos acadêmicos sobre o Egito Antigo na Universidade Federal Fluminense (UFF) desde 2014, tendo iniciado sua trajetória na Universidade Federal do Rio de Janeiro no ano anterior, com apoio do Laboratório de História Antiga (LHIA/UFRJ). Sua inserção na UFF deu-se com o intuito de suprir o espaço deixado pelo excelentíssimo Prof. Dr. Ciro Flamarion Cardoso (1942-2013), algo possibilitado pela sua filiação ao Centro de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade da mesma universidade (CEIA/UFF). Nos dias 28, 29 e 30 de março corrente (terça, quarta e quinta-feira da próxima semana) o GEKemet realizará o V Encontro Nacional de Estudos Egiptológicos Ciro Flamarion Cardoso, excelente oportunidade para a divulgação das pesquisas em curso na área, assim como para o estabelecimento de novos contatos acadêmicos. A programação completa e os resumos dos trabalhos a serem apresentados no V ENEE encontram-se disponíveis em https://tinyurl.com/lmdr3g9.

No âmbito deste evento, participarei como comunicador da mesa-redonda que irá se realizar no dia 29/03, quarta-feira, das 16h30 às 18h30, no auditório do bloco O do Campus do Gragoatá da UFF. Minha fala será sobre o milagre da montanha de Muqattam, um importe lugar de memória dos cristãos coptas nos primeiros anos do governo fatímida no Egito (969-1171). Sou imensamente grato ao GEKemet que, por intermédio da historiadora Beatriz Moreira da Costa, convidou-me a integrar a mesa, abrindo a perspectiva de inserir no campo dos estudos egiptológicos brasileiros, que se encontra em plena renovação e florescimento, também a discussão sobre o Egito cristão e muçulmano. Eventuais colegas que possam aparecer por lá, serão muito bem vindos. A inscrição do evento custa apenas um valor simbólico e pode ser feita na própria ocasião da participação.

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Título: Como um grão de mostarda: significados e antecedentes históricos do milagre da montanha de Muqattam (975)

Resumo: Abraão Ibn Za’rah, um rico mercador sírio, foi eleito chefe da Igreja Ortodoxa Copta em 975 e esteve à sua frente por três anos, até ser assassinado por um fiel inconformado com suas tentativas de empreender a reforma moral de seu rebanho. Durante o seu curto período de governo, manteve uma relação muito próxima e ambígua com Al-Muizz li-Din Allah, quarto califa fatímida e conquistador do Egito. Tal relação foi objeto de várias narrativas mais ou menos fantasiosas que mais tarde vieram a integrar o folclore cristão egípcio; a mais famosa delas envolve o desafio e ameaça feitas por Al-Muizz, sob instigação de seu vizir, Abu Ya’qub ibn Killis, um judeu islamizado, de que realizasse um grande milagre diante de sua presença como comprovação da sinceridade de sua fé, sob o risco de que, se isto não fosse feito, todos os coptas seriam exterminados. A tradição copta registra que o milagre foi realizado, de modo que o Patriarca conquistou para si e para os seus a simpatia do Califa, revertida na reconstrução de certo número de igrejas então em ruínas. O objetivo desta fala é, recontando este episódio, fazer um apanhado tanto do sentido de seu registro, quanto das complexas relações de força que, estruturando a sua gênese, dão notícia do estado das interações entre cristãos e muçulmanos no Egito ao fim do primeiro milênio depois de Cristo.

Formato: comunicação em mesa de debates

Quando: 29/03 (quarta-feira), das 16h30 às 18h30

Onde: Auditório do 2º andar do Bloco O, Campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense, Niterói/RJ ← O local saiu com um erro na programação do evento. Esta é a informação correta.

Investimento: R$ 15 (a inscrição como ouvinte deve ser feita durante o próprio evento)




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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Monografia orientada: Roberta Valle do Amaral, "A revolta do Trisagion no contexto dos conflitos dogmáticos cristológicos antes e depois de Calcedônia" (2016)


Na sequência do compartilhamento das monografias que tive a honra e a alegria de orientar no âmbito de meu trabalho como professor convidado do curso de Pós-graduação lato sensu em História Antiga e Medieval: religião e cultura da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro (FSB-RJ), disponibilizo hoje a rica monografia de Roberta Valle do Amaral sobre a chamada Revolta do Triságio, que sacudiu a grande metrópole de Constantinopla em 512, quase derrubando o monarca então governante no Império Romano do Oriente. O trabalho da Prof.ª Amaral é de uma sensibilidade e uma honestidade intelectual ímpar; sua organização, clareza, embasamento documental e tratamento maduro do tema sem dúvida revelam os dotes de uma historiadora deveras talentosa. Trata-se decerto de uma contribuição valiosa para os estudos do cristianismo na Antiguidade Tardia e/ou da história do oriente cristão, infelizmente ainda pobres cá entre nós. É um testemunho de que, com boa vontade, criatividade e determinação, pode-se estudar estes temas escapando-se dos clichês que vincam certos meios acadêmicos brasileiros quando o assunto é a trajetória histórica do movimento cristão. Daí que a leitura do trabalho, que é bastante agradável, parece-me imprescindível.

PS. Como contexto sonoro, o canto do Triságio (em sua versão calcedônica) em inglês, árabe, grego e eslavônico (com legendas): http://tinyurl.com/zoj7gle

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Autora: Roberta Valle do Amaral

Título: A revolta do Trisagion no contexto dos conflitos dogmáticos cristológicos antes e depois de Calcedônia

Tipo de trabalho: monografia de especialização em História Antiga e Medieval: religião e cultura

Ano de apresentação: 2016

Resumo: O eixo deste trabalho é a revolta ocorrida em 512 na cidade Constantinopla, motivada pelo acréscimo de uma frase, pelo imperador Anastácio, ao hino litúrgico chamado Trisagion. Através do estudo deste episódio, são analisados diversos aspectos da sociedade cristã na Antiguidade Tardia, como os debates doutrinais existentes nesse período, a ocorrência da violência nessas disputas e a profunda imbricação entre poderes político e religioso. Procurou-se refletir, de modo particular, sobre o fato de que a história dos concílios envolve não só o curto período em que seus participantes estiveram reunidos em assembleia, mas também o longo processo desde sua preparação até a aplicação de suas determinações e a recepção das mesmas. Nela estão envolvidas diferentes correntes teológicas, forças políticas e circunstâncias as mais variadas, que fazem que o percurso de acomodação da doutrina se estenda para alguns anos além de sua definição.

Palavras-chave: Guerras religiosas; Antiguidade Tardia; Cristianismo; Concílios

Tamanho: 39 p.

Endereço para acesso: http://tinyurl.com/jlqqpmc

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Monografia orientada: Rodrigo Carriee Pinto, "A mulher bizantina e o sagrado: modelos de santidade feminina na Vida do Abba Daniel do Mosteiro de Sceté" (2016)


Compartilho hoje mais uma das monografias que tive a honra de orientar no âmbito de meu trabalho como professor convidado do curso o curso de Pós-graduação lato sensu em História Antiga e Medieval: religião e cultura da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro (FSB-RJ): a investigação de Rodrigo Carriee Pinto sobre os modelos de santidade feminina no oriente cristão a partir da leitura da Vida do Abba Daniel do Mosteiro de Sceté. Essa pesquisa teve em seu correr uma série de nós muito interessantes, que me fizeram pensar a sério não apenas sobre com os historiadores reconstroem o passado a partir de seus documentos, mas porquê se põem a fazê-lo. O Prof. Pinto é um pesquisador perspicaz, que não cede a respostas fáceis; o tom equilibrado que marca a sua monografia é, imagino, uma importante referência para este nosso tempo em que muitos são os cientistas sociais que sentem a tentação de se tornarem panfletários. Não sei se isso irá acontecer, mas realmente gostaria que a pesquisa fosse ampliada, postas as suas conclusões em perspectiva comparada com aquelas advindas das leituras de outros documentos de contexto cultural análogo - coisa que muito enriqueceria o, infelizmente ainda tão pobre cá entre nós, campo dos estudos da história do oriente cristão.

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Autor: Rodrigo Carriee Pinto

Título: A mulher bizantina e o sagrado: modelos de santidade feminina na Vida do Abba Daniel do Mosteiro de Sceté

Tipo de trabalho: monografia de especialização em História Antiga e Medieval: religião e cultura

Ano de apresentação: 2016

Resumo: A quase totalidade dos bizantinos que nos legaram documentos escritos a respeito de sua época foram indivíduos do sexo masculino, os quais tendiam, naturalmente, a tratar de assuntos então relativos a um domínio que lhes parecia legitimamente exclusivo. Em tais documentos, apenas eventualmente há menção de mulheres – com a exceção, notável, daquelas pertencentes à família imperial. No caso das vidas dos santos do sexo masculino, as mulheres são apresentadas frequentemente apenas de forma secundária e, em relação aos escassos exemplos de hagiografias bizantinas dedicadas especificamente às mulheres santas, dada a sua raridade, são considerados preciosas fontes de informação. Nesse sentido, o fator fundamental de estranhamento no desenvolvimento deste trabalho encontra-se, precisamente, no peculiar destaque dado a personagens femininos nos episódios narrados na versão etíope da hagiografia copta Vida do Abba Daniel do Mosteiro de Sceté. A partir desta constatação, optamos por desenvolver uma pequisa que pudesse compreender de que forma essa destacada presença feminina se articularia com as ideias em torno de santidade, típicas do gênero hagiográfico. Devido, entre outras características, à função modelar deste tipo de obra, acreditamos que tal recorrência seja não apenas intencional, mas corresponderia, de fato, a uma real necessidade de normatização. Assim, o objetivo principal deste trabalho é identificar os possíveis modelos de santidade feminina presentes na Vida do Abba Daniel do Mosteiro de Sceté.

Palavras-chave: Vida do Abba Daniel do Mosteiro de Sceté; Hagiografia; Mulher; Santidade; Império Bizantino

Tamanho: 70p

Endereço para acesso: http://tinyurl.com/gmrlp7y

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Comunicação publicada nos Anais do 2º Simpósio Sudeste da ABHR: Duas conjuras: religião e política em um episódio da vida do Patriarca Agatão de Alexandria (c.670)


Descobri ainda há pouco que estão devidamente publicados os Anais do 2º Simpósio Sudeste da Associação Brasileira de História das Religiões: gênero e religião - violência, fundamentalismos e política. Aí consta um texto de minha autoria, versão expandida da comunicação que apresentei neste evento, realizado em novembro de 2015 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), no âmbito do GT O Oriente e suas diversidades religiosas. Esse escrito também é um subproduto de minha pesquisa de doutorado, e versa sobre um episódio complexo e violento envolvendo coptas, melquitas e muçulmanos ainda nas primeiras décadas de domínio árabe do Egito.

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Título: Duas conjuras: religião e política em um episódio da vida do Patriarca Agatão de Alexandria (c.670)

Resumo: Na longa tradição de comentários ocidentais sobre o Vale do Nilo, não foram poucos os autores que sublinharam que a história egípcia, especialmente no que refere às técnicas da sobrevivência e às práticas religiosas, parece compor-se por mais continuidades do que rupturas. Estas, entretanto, estão longe de serem inexistentes, principalmente no âmbito da história política. O Egito do último quarto do século VII, por exemplo, era fundamentalmente diverso daquele de cem anos antes quanto a esse aspecto particular. Uma nova variável político-religiosa surgida no cenário por volta do meado desse intervalo – o Islã – havia feito deslizar de maneira sutil, mas significativa a proximidade entre o espaço de experiência e o horizonte de expectativa dos agentes sociais então sediados no Vale do Nilo. A complexa dialética de continuidade e ruptura implicada nesse processo, somada aos atravessamentos que aí se verificam entre história política e religiosa, parecem-me os mais interessantes. Para tratar dele, partirei de um episódio particularmente complexo, descrito em um parágrafo da vita do Patriarca Agatão de Alexandria, cujo pontificado deu-se de 661 a 677.

Formato: online (disponível http://tinyurl.com/juyfcaw)

Investimento: acesso aberto

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Monografia orientada: Glória Maria Mendonça de Souza, "Indumentária bizantina: os fios e as tramas da História" (2016)


Na sequência do compartilhamento das monografias que tive a honra e a alegria de orientar no âmbito de meu trabalho como professor convidado do curso de Pós-graduação lato sensu em História Antiga e Medieval: religião e cultura da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro (FSB-RJ), disponibilizo hoje a interessantíssima monografia de Glória Maria Mendonça de Souza sobre indumentária, luxo e poder no Império Romano do Oriente tardo-antigo e medieval. Trata-se de trabalho original e (sem trocadilhos com o tema) muito rico, escrito por pesquisadora que realmente entende do assunto, de modo que vale a pena investir um tempo para dar uma olhadinha nele.

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Autora: Glória Maria Mendonça de Souza

Título: Indumentária bizantina: os fios e as tramas da História

Tipo de trabalho: monografia de especialização em História Antiga e Medieval: religião e cultura

Ano de apresentação: 2016

Resumo: Este trabalho tem como objetivo descrever o surgimento da nova capital do Império Bizantino, tendo como sua primeira idade do ouro o século VI, quando o Estado exerceu o controle absoluto sobre todos os gêneros de atividade, a ênfase no interesse do povo bizantino pela religião e o surgimento da engenharia que destacou os feitos arquitetônicos das igrejas e outros feitos. Dentro deste quadro também se destaca a indumentária bizantina como forma de expressão de poder desta sociedade que usou e abusou da exuberância e se aproveitou da descoberta do segredo da seda para dar início a sericultura em Bizâncio, o que incrementou seu uso e ganho no comércio, desbancando os antigos dominadores deste meio, cuja diversidade étnica ajudou os bizantinos a chegar ao seu estilo próprio, apesar de manter a cultura helenista-grega. Dentro desta temática, a História expõe alguns códigos no modo e uso das roupas e acessórios em pérolas que são referências para a demonstração de uma linguagem e mostra com a iconografia o poder e domínio da religião neste território onde o Imperador era tido com um representante de Deus. Estes fios e tramas funcionaram como forma de comunicação, por ser a indumentária um ato de expressão individual.

Palavras-chave: Poder; Indumentária; Pérolas; Seda.

Tamanho: 35 p.

Endereço para acesso: http://tinyurl.com/j3usson