sexta-feira, 7 de julho de 2017

Artigo publicado na Revista Roda da Fortuna: Vida monástica e dissidência eclesial no Egito islâmico: relações na vita de Santo Agatão, o Estilita (séculos VII-VIII)


Foi publicado um artigo de minha autoria na edição do primeiro semestre de 2017 da Roda da Fortuna, revista online de estudos sobre a Antiguidade e o Medievo. Registrada junto à Biblioteca de Catalunya (Barcelona, Espanha), a Roda da Fortuna é um periódico que tem como objetivo divulgar, em meio eletrônico, textos relacionados aos períodos Antigo e Medieval em uma perspectiva multidisciplinar que inclua áreas como História, Filosofia, Antropologia, Direito, Artes, Literatura, Filologia, dentre outras. Como uma periodicidade semestral, vem sendo publicado desde o primeiro período de 2012, e já reúne um número considerável de textos de reconhecida excelência. O número deste primeiro semestre de 2017 apresenta um dossiê temático sobre Estudos Nórdicos Medievais, organizado pelo Prof. Dr. Johnni Langer, coordenador do Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos (NEVE-PPCIR/UFPB). Meu paper, publicado na seção de textos de tema livre, é uma leitura de um encômio do Sinaxário Copta dedicado a um santo estilita, com a finalidade de extrair deste texto informações sobre o estado da vida monástica e as tensões inter-eclesiais existentes no Egito durante a fase inicial do domínio islâmico sobre a região. Como outros textos que tenho publicado recentemente, este também é um um produto de minha pesquisa de doutorado, um apêndice do projeto de pesquisa Os dois primeiros séculos de interações cristão-muçulmanas na História do Patriarcado Copta de Alexandria de Severo de Hermópolis, no qual venho trabalhando, na condição de aluno do PPGH/UERJ, desde o início desde 2015.

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Título: Vida monástica e dissidência eclesial no Egito islâmico: relações na vita de Santo Agatão, o Estilita (séculos VII-VIII)

Resumo: Em algum momento da segunda metade do século VII ou do início do século VIII, Agatão, padre e monge, deixou seus mestres espirituais no Mosteiro de São Macário de Sceté para, seguindo o exemplo de São Simeão, o Estilita, passar o resto de sua vida sobre uma coluna. Tendo introduzido este novo tipo de ascese no Egito, realizou curas e milagres e morreu reconhecido como santo. Pouquíssimos dados sobreviveram a seu respeito, dos quais os principais constam no texto que o Sinaxário Copta traz no dia da comemoração de sua morte. O objetivo deste artigo é realizar uma leitura deste encômio e de alguns documentos conexos para, buscando reconstituir algumas das relações que aí se evidenciam, tecer considerações sobre as formas da vida monástica e da dissidência eclesial entre os cristãos coptas na fase inicial do domínio islâmico do Egito.

Formato: online (disponível em https://tinyurl.com/yc7p2js2)

Investimento: acesso aberto